PARQUE MASTERPLAN SALGUERO

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  • Habitando a mudança. Da cidade à ágora, um novo modelo de cidade.

    O projeto masterplan segue as diretrizes do Plano Ambiental Urbano e o foco do Programa Buenos Aires e Rio, reforçando e enriquecendo a integração da cidade com o rio; destacando a geração de uma série de espaços públicos diferenciados e de qualidade que permitem que as pessoas se conectem com o litoral e, ao mesmo tempo, gerem um novo centro urbano dinâmico com características únicas na cidade.

    Esquemas urbanos para análise do setor costeiro de Salguero, proposta do estudo da arquitetura paisagística e planejamento urbano NOA

    O projeto apresentado pelo estúdio de arquitetura e paisagismo propôs uma situação sem precedentes na cidade, que chegou à frente do rio; 10 para a malha viária, e 55 da área total para o espaço público verde.

    UM GRANDE PARQUE OU UMA CIDADE PARQUE, ESSA É A QUESTÃO

    As bases pedem que o destino da área seja pelo menos 65 públicos. A tentação, então, de maximizar “a experiência do parque” daquele 65 ou mesmo aumentar foi grande. No entanto, entendemos que cair nessa tentação teria sido um erro.

    O ambiente imediato conta com uma série de espaços públicos em formato “grande parque” a poucos minutos de distância: o Parque Distrito Joven ( < 1 minuto); o Parque Manuel Belgrano (3 minutos); as Florestas de Palermo (12 minutos) e o Parque da Memória (16 minutos). Isso mostra, claramente, que a área não precisa de outro “grande parque”, mas sim energizar e melhorar a área com um tecido urbano variado e estendido que abriga um poderoso programa misto colocando o cidadão como o centro da vida pública do projeto.

    A CIDADE E O RIO, UMA OPORTUNIDADE ÚNICA

    Em relação ao exposto, a área do concurso apresenta uma possibilidade única: que haja um terreno urbano habitável no rio. Em nenhum outro lugar da costa da cidade de Buenos Aires acontece isso – nem mesmo em Puerto Madero que tem, entre o terreno e o rio, a Reserva Ecológica.

    A orla ribeirinha já possui um número significativo de parques e infraestruturas e, como mencionamos acima, não há contato direto e explícito entre lote e rio. É por ambas as razões que entendemos que o solo em questão é uma área de oportunidade em que é necessário carregar a área de programas mistos, mas também fazê-lo extensiva e extensivamente.

    Essa estratégia de ocupação permite, saindo de 65 do espaço público, colonizar a área com programas e, assim, garantir uma rica e variada experiência de vida em que a experiência do público é central, reforçando um uso 24/7 que resulta organicamente em maior segurança cidadã.

    O ENREDO E A DIVISÃO DE ENREDO, IGUAL, MAS DIFERENTE

    O enredo ortogonal e regular resulta no bloco quadrado que traça sua origem ao Cardo e Decumano Romano e, com variantes, é a base do enredo da Cidade de Buenos Aires. O bloco, assim definido, é cercado por quatro ruas que permitem o acesso aos lotes localizados em cada uma de suas bordas.

    Os blocos do Parque Salguero, por outro lado, cada um tem um único enredo. Essa estratégia permite implementar uma nova tipologia da célula urbana em que o cidadão é o centro da vida urbana e não mais um mero pedestre, deslocando o carro para um local secundário.

    Nova proposta de maçãs e super maçãs verdes para a cidade de Buenos Aires e indicadores urbanos do masterplan

    Seguindo a lógica das histórias de sucesso, tanto o Supermanzanas de Barcelona quanto a Toyota Woven City, as maçãs/parcelas fazem parte de uma célula urbana cujo módulo base é 3×3, sendo a unidade central um espaço público. Ao contrário dos dois modelos onde, nas ruas ao ar livre é acessado com o carro, no modelo que propomos para o Parque Salguero apenas duas ruas são usadas por carros e serviços sanitários. Isso é conseguido unindo dois dos blocos em uma unidade de gestão maior que produz um espaço público e conteúdo mais complexos.

    DO MODELO DE RUA VEICULAR AO MODELO DE PARQUES PARA FAZER CIDADANIA

    Salguero Park propõe uma mudança radical na lógica da cidade. Pense no automóvel disjuntivo vs. pedestre ainda está tendo como centro o carro. Pelo contrário, acreditamos que o que deve ser fortalecido é o ponto de encontro, para recuperar a ideia de espaço público em todas as suas instâncias; é por isso que um sistema de conexões é proposto por um lado que permite que você circule de um lado para o outro e também uma série de espaços diferenciados e qualificados.

    Para o sistema de conexão, três subsegratos são propostos para serem repetidos nas células urbanas propostas:

    Parque de Trilhas Nativas
    Parque da Cidadania
    Sistema de Transporte

    Arquitetura, Paisagem e Urbanismo, Cortes das diferentes conexões subsistando em conexões e a vantagem sobre o enredo tradicional

    Para o sistema de espaços públicos diferenciados e qualificados, são propostos os seguintes subsetos:

    Sistema Quadrado
    Passagem do Rio (Caminho de Reboque)
    Parque Ativo
    Parque Halo

    Sistema de Transporte

    As ruas veiculares são aquelas localizadas nas laterais da cela urbana, perpendiculares ao rio, e garantem a chegada a cada lote com o carro, seja público ou privado. É também nessas ruas onde os resíduos são coletados e são prestados os diversos serviços urbanos que requerem o carro.

    É também, nesse sistema que está a rede de ciclovias rápidas e vagas de estacionamento público, completando assim o sistema de transporte.

    Parque de Trilhas Nativas

    O projeto é baseado em uma sobreposição de corredores naturais, projetado com vegetação nativa local e construído com materiais simples, austeros e contextuais com seu ambiente. O revestimento vegetal dessa nova estrutura urbana ecológica, absorve poeira e partículas poluentes suspensas no ar, reduz a poluição sonora que a cerca, regula o nível de umidade do ambiente, minimiza a ilha de calor gerada por construções inertes e aumenta o conforto urbano.

    Dessa forma, equilibra o ciclo da água, reduz o consumo de energia de edifícios privados, gera maior biodiversidade das espécies, gera conectividade ecológica e abriga mais flora e fauna nativas. Muitas espécies nativas utilizadas no projeto são atrativos naturais que acolherão espécies que chegarão espontaneamente e viverão e se reproduzirão tomando esse novo espaço da cidade como seu, como pássaros, e borboletas fora desta parte da cidade. Esse sistema naturalizado também permite fornecer a distribuição de toda a infraestrutura de serviços urbanos em terra natural, reduzindo drasticamente os custos associados à reparação deles.

    Parque da Cidadania

    Da mesma forma e perpendicular a esta galeria contínua naturalizada, há o sistema de conexões horizontais onde a prioridade é o cidadão, e não mais o pedestre em oposição ao carro. O Parque tem células receptoras de águas pluviais contendo espécies nativas de grama em escala humana e espécies de árvores nativas em escala urbana.

    Minimizando a ilha de calor gerada por construções inertes e dando vida às diferentes espécies de aves que aninhavam em seus ramos. O uso de vegetação vencida também permitirá peneirar a entrada ou proteção do sol em diferentes épocas do ano, maximizando o conforto dentro dos edifícios.

    Os escreeds devem ser de materiais permeáveis que favoreçam o controle da água da chuva.

    Sistema Quadrado

    Tanto as praças como o Halo Park e o Active Park foram consideradas como “selos de vegetação exóticos” anexados ao novo espaço urbano nativo.

    Essa justaposição entre o nativo e o exótico controlado, permitirá gerar uma gama muito ampla de cores, texturas e tamanhos maximizando a biodiversidade da espécie e aumentando a estética social urbana.

    Cada quadrado é carregado com um programa interativo com os usuários que dá identidade ao seu ambiente sempre focando essa dialética semântica entre os nativos naturais do ambiente, com o natural exótico das praças, todos eles até aparados e elevados a 0,15 m de altura em relação ao seu entorno tendo um quadro de referência onde o nativo começa e onde começa o exótico. Assim, a existência da Praça dos Jogos Infantis, a Praça do Agora, L para Plaza del Sol, Plaza del Encuentro, Plaza de la Welcome e Plaza de los Vientos.

    Passeio fluvial (Caminho de Reboque)

    A partir do estudo e compreensão sobre o comportamento da costa do Delta de Buenos Aires, propõe-se uma intervenção totalmente natural para o controle da erosão da água e das constantes ondas do rio sobre o território. (propõe-se o plantio de totoras e lírios)

    Propõe-se o uso de espécies nativas ou de fácil crescimento adaptadas ao meio ambiente, a fim de recriar uma paisagem natural mais adequada para a fauna nativa. (salgueiro, ceibo, rio alder, coronillo e espinheiro, nos quais cultivam epífitas como cravos de ar e barbas velhas).

    Parque Ativo

    Três programas fortes são propostos no parque ativo:

    Playground moderno e inclusivo para evitar todos os tipos de acidentes. Inclui solos absorventes de borracha e é desprovido de qualquer espécie de árvore, conforme exigido pelo código quadrado de CABA.

    Rosedal projetado para idosos, composto por diferentes espécies de rosacea com aromas e cores ousadas, cercado por álamos (Populus nigra italica) para controlar o vento e a luz solar, com rampas e estradas acessíveis a todas as pessoas eliminando quaisquer barreiras arquitetônicas urbanas.

    Setor esportivo, para jovens equipados com uma quadra de futebol, 6 quadras de futebol de tênis e um grande espaço para correr e realizar todos os tipos de atividades ao ar livre.

    Parque Halo

    O Halo Park será o único espaço na cidade de Buenos Aires em que 5 situações particulares: a recova ribeirinha, é uma caminhada de 405 ml, semi-coberta em frente à possibilidade de ver o horizonte do Rio da Prata Halo Park um grande gramado de 22.178 m2, com um passeio circular construído para andar de skate e jogar. A possibilidade de brincar com os barris de vento, aproximar-se do rio e poder vivenciar sua flora e fauna nativas, podendo alugar alguns barcos e passear pela água sentindo a imensidade do rio de prata e a proteção que me dá estar remando dentro do Halo, a Caminhada do Halo dentro do rio como um píer público de pesca para desfrutar como uma família e ver a doca do porto. Halo Park é o coração que une fisicamente o Rio da Prata com a Cidade de Buenos Aires.

    UMA IDEIA DE POSSÍVEL CRESCIMENTO

    Entendemos que uma vez concluído este projeto seria uma boa oportunidade para completar o tão esperado e merecido desejo da Prefeitura de Buenos Aires de chegar ao rio.

    É por essa razão que, tendo realizado uma análise detalhada do ambiente imediato, é que deixamos como sugestão um possível crescimento futuro nas terras que hoje possuem depósitos fiscais; o Ministério do Desenvolvimento Social e o campo da Direção Nacional de Emergências em Saúde.

    Essas ações ligariam o bairro parque Salguero, com Palermo Chico, Bairro 31 e Parque en Altura, misturando o tecido social e econômico, tornando uma cidade mais poderosa, segura e diversificada.

    INDICADORES

    Uma proposta inovadora para a organização do espaço privado permite uma melhoria significativa nos indicadores do projeto

    35 % Espaço Privado | 65 % Espaço Público

    10.4 % Destinado à rede de veículos | 53.3 % Superfícies Verdes

  • CREDITOS

    cliente > Gobierno Ciudad Autónoma de Buenos Aires
    localizaçao >
    Palermo, Buenos Aires, Argentina
    area site >
    112.325 m2 / 1.209.056 sqft
    area construida >
    595.655 m2 / 6.411.577 sqft
    projeto >
    2020
    construção >

    status >
    projeto [concurso nacional]

    autores > Oliverio Najmias & Marcelo D’Andrea, Rosario Pastore Asociada
    colaboradores > Candelaria Cáceres, Antonella Peretti
    participantes > Catalina Zeverin, Lucas Cruz
    renders > VZ

PARQUE MASTERPLAN SALGUERO

Palermo. BUENOS AIRES. ARGENTINA 2020 Leer mas +